Nem sempre temos a oportunidade de ver reunidas obras de artistas marcantes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Mas agora Lisboa mostra-as na exposição "Idioma Comum", que recomendamos vivamente.
É sabido que Lisboa, capital portuguesa, é ponto de encontro de vários artistas que marcam a produção de arte contemporânea, tendo ascendência brasileira, angolana, cabo-verdiana ou timorense, entre outras. É nesta cidade, no Espaço da Fundação PLMJ, que agora podemos ver parte do acervo desta fundação que há 10 anos investe em arte produzida em português. A coletiva "Idioma Comum" mostra obras feitas a partir das cidades de Maputo, Luanda, São Paulo, Lisboa, Cidade da Praia e São Tomé, assinadas por artistas que em vários momentos extrapolaram as fronteiras políticas e ganharam visibilidade em feiras de arte internacionais como a Bienal de São Paulo ou de Veneza. Sinal dos tempos, alguns dos países que recentemente estavam afundados na guerra civil, como Moçambique ou Angola, têm os seus artistas sendo observados e seguidos pela crítica internacional, potencializando o interesse na arte vinda de países emergentes e periféricos por parte de um circuito ocidental ainda centralizador.